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Movimento Brasil Literário – 28/09/2014

Bibliotecas são espaços ideais para o acesso e manuseio cotidiano dos livros, além da prática de leitura, e contribuem, portanto, de forma expressiva para o
desenvolvimento da capacidade de leitura.

Cenário brasileiro sobre leitura e biblioteca

-A Lei 12 244/10, determina a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País até 2020. Representa um avanço significativo, mas um desafio igualmente expressivo. Estas razões levaram à criação da coalizão EU QUERO MINHA BIBLIOTECA, uma iniciativa do Instituto Ecofuturo que reúne organizações que atuam nas áreas de educação, leitura e biblioteca.

- Em 2011, 72,5% das escolas do país não tinham biblioteca. Era necessário construir 128 mil bibliotecas até 2020, sendo 34 bibliotecas/dia em escolas públicas. Dados divulgados pelo Todos pela Educação em janeiro de 2013.

- 420 municípios brasileiros não têm bibliotecas públicas e daqueles que têm pelo menos uma, apenas 24% abrem à noite e somente 12% funcionam aos sábados, segundo pesquisa de 2010 realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Ministério da Cultura.

- 2/3 dos municípios brasileiros não tem livraria, segundo dados da Associação Nacional de Livrarias (ANL) de 2010.

- 45% das crianças citam professores como maior influenciador para terem se tornado leitores, a mãe alcançou 43%, seguida pelo pai, com 17%; entre os cinco e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%) – o que mostra a relevância de haver boas bibliotecas nos colégios brasileiros; pesquisa de 2011 revela que, numa comparação com o resultado de 2007, crianças e adolescentes estão lendo menos. Pesquisa Retratos da Leitura, 2012

- Hábito da leitura depende de uma diversidade de fatores, sendo um deles a disponibilidade física de livros para consumo. Ou seja, bibliotecas.

- Os benefícios de uma biblioteca viva e de qualidade para uma comunidade já foram comprovados. Segundo dados do SAEB 2003 (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) para alunos da 4ª série (atual 5º ano), há maior proficiência em leitura quando até 25% dos alunos da escola fazem uso da biblioteca e esse número aumenta quando mais de 75% dos alunos a utilizam regularmente. Quando a biblioteca escolar tem um responsável, a média aumenta, e, quando os professores realizam atividades dirigidas nesse ambiente, há ganhos importantes e significativos na aprendizagem. O levantamento realizado sob a coordenação do pesquisador do IPEA Ricardo Paes de Barros, para o Ecofuturo, feito com 55 bibliotecas do Programa Ler é Preciso – implantadas pelo Instituto com parceria técnica da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – em municípios dos estados da BA e PE, mostra a elevação de 156% do progresso natural de aprovação escolar e redução de 46% na taxa de evasão escolar em comparação com regiões que não possuem bibliotecas do Programa na comparação com aqueles que não
contam com uma.

Bibliotecas no PNE (Plano Nacional de Educação)

Meta 7.17 (aprendizado adequado na idade certa): assegurar, a todas as escolas públicas de Educação Básica, água tratada e saneamento básico; energia elétrica; acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade; acessibilidade à pessoa com deficiência; acesso a bibliotecas; acesso a espaços para prática de esportes; acesso a bens culturais e à arte; e equipamentos e laboratórios de ciências.”

Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e três vírgula cinco por cento até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional.

Bibliotecas no Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL)

Eixo 1 – Democratização do acesso
1.1. Implantação de novas bibliotecas
Implantação de novas bibliotecas municipais e escolares (com acervos que atendam, pelo menos, aos mínimos recomendados pela Unesco, incluindo livros em braile, livros digitais, audiolivros etc, computadores conectados à Internet, jornais, revistas e outras publicações periódicas) e funcionando como centros de ampla produção e irradiação cultural. Apoio à abertura de bibliotecas comunitárias (periferias urbanas, morros, hospitais, creches, igrejas, zonas rurais, clubes de serviços,
ONGs etc.).

A CAMPANHA Eu Quero Minha Biblioteca é uma campanha pela universalização de bibliotecas em escola, um direito previsto na Lei 12.244/10, que determina que todas as escolas públicas e privadas do Brasil devem ter sua biblioteca até maio de 2020. Existem recursos públicos destinados à educação que podem ser buscados para construir, manter e ampliar bibliotecas em escolas públicas. É preciso conhecê-los e entender como acessá-los, já que nem sempre estão claramente identificados como recursos para bibliotecas. Para isso, a Campanha atua em três linhas de ação: Articulação: parcerias e alianças contínuas para alcançar a universalização de bibliotecas em escolas; Instrumentalização: Dar instrumentos para universalização de bibliotecas em escolas por meio da produção e disseminação de conteúdos; Engajamento: Fomentar o empenho da sociedade. Para mais informações, acesse o site! http://www.euquerominhabiblioteca.org.br

Disponível em: <http://www.blogdogaleno.com.br/2014/10/08/ainda-faltam-bibliotecas-escolares-em-72-das-escolas>. Acesso em: 10 out. 2014.

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“A Culpa É das Estrelas” é banido de biblioteca escolar

cidade.verde.com – 26/09/2014

O livro A Culpa É das Estrelas, do escritor americano John Green, foi banido das bibliotecas de uma escola pública da cidade de Riverside, na Califórnia. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, a proibição do romance que retrata o relacionamento de dois adolescentes com câncer e que foi adaptado para o cinema aconteceu após a reclamação da mãe de um aluno da Frank Augustus Miller Middle School. Karen Krueger afirmou que estava “chocada” com o fato de um livro que trata de morte e sexo estar disponível para crianças de 11 a 13 anos da unidade.

A escola reuniu um comitê e, por seis votos a um, decidiu remover as três cópias do romance de Green da biblioteca. Desde 1988, a unidade já recebeu 37 reclamações de pais que pediam que outros volumes fossem proibidos, mas só havia banido um livro até agora, The Chocolate War, de Robert Cormier, em 1996. De acordo com o site The Press Enterprise, que entrou em contato com a Frank Augustus Miller, A Culpa É das Estrelas ainda estará disponível nas bibliotecas de escolas de ensino médio da mesma rede.

Em sua página no Tumblr, John Green comentou a proibição. “Estou feliz porque, aparentemente, essas crianças de Riverside nunca vão ser testemunhas da morte já que elas não vão ler meu livro”, escreveu, em tom irônico. “Mas também estou triste porque eu esperava poder introduzir a ideia de que pessoas podem morrer a essas crianças e acabar com suas esperanças de imortalidade.”

(fonte: Veja)

Disponível em: <http://www.blogdogaleno.com.br/2014/09/29/a-culpa-e-das-estrelas-e-banido-de-biblioteca-escolar>. Acesso em: 3 out. 2014.

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Por que os alunos abandonam as bibliotecas conforme crescem?

BIA REIS

Sexta-Feira 04/07/14

Levantamento do Todos pela Educação mostra que porcentual de alunos que nunca ou quase nunca utiliza a biblioteca escolar salta de 18,5% para 35,1% do 5.º para o 9.º ano do ensino fundamental

O hábito da leitura é um prazer a ser descoberto e conquistado – e não há melhor fase para adquiri-lo do que a infância e a adolescência. Parte das crianças tem o privilégio de ter pais leitores, livros em casa e muito estímulo. Mas, infelizmente, essa não é realidade de todas. Por isso as bibliotecas escolares e comunitárias são tão importantes.

Apesar da importância, nem todas as escolas conseguem fazer um bom uso desse equipamento – que não é apenas uma sala com livros e deve dialogar com o projeto pedagógico da instituição. Levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação para o Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE), com dados da Prova Brasil 2011, mostram que o porcentual de alunos da rede pública que nunca ou quase nunca utiliza a biblioteca de sua escola salta de 18,5% para 35,1% do 5.º para o 9.º ano do ensino fundamental no País. Em contrapartida, o número de estudantes que sempre ou quase sempre usa a biblioteca despenca de 57,4% para 29,9%, entre as mesmas séries.

Outro dado também chama a atenção: o porcentual de professores que leva seus alunos para a biblioteca para “momentos de leitura literária e estudos em geral”. A taxa cai de 40,1% entre professores do 5.º ano para 23% entre os do 9.º. Clique aqui para ver outros dados do levantamento.

Por que o interesse dos alunos cai do fim do fundamental 1 (1.º ao 5.º) para o 2 (6.º ao 9.º)?

Alejandra Meraz Velasco, gerente técnica do Todos pela Educação e responsável pela coordenação do Observatório do PNE, afirma que a biblioteca costuma ser mais utilizada como recurso pedagógico no fundamental 1 e, nesse período, as escolas não estão conseguindo desenvolver a capacidade de pesquisa e de leitura autônoma dos alunos.

Para Alejandra, a estrutura das duas etapas de ensino é diferente e também pode explicar, em parte, a questão. “No fundamental 1 há um professor regente (ou polivalente), que utiliza recursos mais lúdicos para ensinar. No fundamental 2, a estrutura já é mais parecida com o ensino médio, e o professor fica mais limitado à sua disciplina”, afirma.

Integrante do Movimento Brasil Literário (MBL), a coordenadora da rede de bibliotecas públicas da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Fabíola Farias, também chama a atenção para o papel do professor. “Na educação infantil e no ensino fundamental, o aluno é levado pelo professor à biblioteca para desenvolver uma série de projetos. Mas, quando não há uma ação propositiva em torno do livro e da leitura literária, o estudante não assimila e depois abandona a biblioteca.”

O desafio tanto das bibliotecas escolares como das comunitárias, afirma Fabíola, é mostrar às crianças e aos adolescentes que nesses espaços estão parte da produção escrita da humanidade. “É um convite de acesso ao conhecimento. As bibliotecas não têm conseguido mostrar que a leitura é uma prática que extrapola a fase escolar.”

Castigo. O levantamento do Todos pela Educação retrata ainda que 3% dos professores do 9.º ano do fundamental costumam mandar para a biblioteca os alunos que atrapalham as aulas, contra 1% do 5.º ano. O porcentual não é alto, mas deveria ser menor ainda. Para Alejandra, a mensagem é contraditória. “Faz o aluno associar a biblioteca à uma experiência desagradável”. “O próprio professor muitas vezes não compreende o espaço da biblioteca, não tem o valor da leitura constituído”, diz Fabíola.

A foto acima é de Washington Alves/Estadão.

Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/estante-de-letrinhas/por-que-os-alunos-abandonam-as-bibliotecas-conforme-crescem/>. Acesso em: 10 jul. 2014.

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Modernização das Bibliotecas Educacionais

Os gestores educacionais, em sua maioria, estão acompanhando a rápida evolução de diversas transformações na sala de aula, nas instituições, no modo de ensinar e nos alunos, no entanto, muitos acabam se esquecendo de um espaço que fornece o aprimoramento intelectual, promove o convívio social e transforma o conteúdo em novos conhecimentos para os estudantes: a biblioteca. Havendo a convivência dos alunos com este espaço, a experiência será positiva, gerando uma cultura de pesquisa e de troca de informações, principalmente, com os bibliotecários. Para contribuir com esta convivência em um mundo totalmente informatizado, se faz necessária a modernização da biblioteca, proporcionando todos os seus benefícios através da interação.

Com o objetivo de auxiliar as instituições de ensino neste sentido, a HUMUS realizará no dia 29 de agosto o ENB 2013 – V Encontro Nacional de Bibliotecários de IES & V Encontro Nacional de Bibliotecários Escolares, com o tema central Gerenciando uma Biblioteca Inovadora. O Encontro acontecerá no Hotel Park Inn Ibirapuera, localizado na Av. Ibirapuera, 2.534, em Moema, São Paulo/SP.

No período da manhã serão abordados temas abrangentes para todas as instituições de ensino, tais como a relevância da Biblioteca Digital, a utilização do acervo digital e o uso de redes sociais na disseminação e recuperação da informação.

Para fornecer informações particulares sobre cada segmento, no período da tarde os participantes serão divididos em duas salas, sendo uma específica para o Ensino Básico e a outra exclusiva para a Educação Superior.

Para as IES, os palestrantes abordarão a gestão da inovação na Biblioteca Acadêmica, as leis de incentivo à cultura, o marketing cultural em bibliotecas e trarão para debate um case da USP sobre como integrar Bibliotecas Digitais.

Para o Ensino Básico, as palestras serão sobre a pesquisa escolar e como ela pode ajudar o aluno a se tornar um indivíduo melhor, sobre o importante papel das bibliotecas na formação de leitores de 6 meses a 6 anos de idade, e também sobre o profissional bibliotecário e suas atribuições.

Após o Encontro, acontecerão, no mesmo local, das 17h15 às 19h00, dois workshops simultâneos:

-   E-books em bibliotecas: impactos e tendências. Este workshop auxiliará os participantes sobre a utilização de e-books, desenvolvimento de coleções, aquisições e acesso. Como docente, teremos a presença de Liliana Giusti Serra, profissional com mais de 20 anos de experiência nas áreas de gestão de acervos documentais, arquitetura da informação em projetos web e bibliotecas digitais.

 

-   Produtos e Serviços inovadores em Bibliotecas Nacionais e Internacionais.  A docente Leila Rabello de Oliveira, gestora da Informação e Professora no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, mostrará aos participantes as inovações em bibliotecas com novas ideias, novas regras e novos modelos, além de como os bibliotecários podem ser inovadores e os 10 hábitos muito eficazes dos profissionais da informação.

 

Gerencie uma Biblioteca Inovadora e obtenha ainda mais destaque no segmento educacional!

 

Para mais informações e inscrições acesse: www.humus.com.br/eventos/enb/ ou entre em contato com a nossa Central de Atendimento: (011) 5535-1397 / humus@humus.com.br.

 

Patrocínio: Sophia Biblioteca (www.portalsophia.com.br/)

 

Sobre a HUMUS

Desde sua fundação em 1994, a Humus atua no segmento educacional, trabalhando para o aperfeiçoamento constante das competências empresariais e do desenvolvimento humano. Consolida-se como uma empresa comprometida com a QUALIDADE de seus produtos e serviços, garantindo, assim, a satisfação de seus clientes. O foco de todo o trabalho desenvolvido pela equipe Humus está baseado na conscientização, mobilização e capacitação do profissional para gerar melhorias e aperfeiçoamento contínuos das atividades organizacionais.

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Uma biblioteca por dia até 2020

O Brasil precisa construir 39 bibliotecas por dia nos próximos sete anos para cumprir a Lei n.º 12.244/2010, que prevê que toda escola pública ou privada tenha o seu próprio espaço de leitura até 2020. A defasagem total do país é de 128 mil bibliotecas. No Paraná, segundo informações do Censo Escolar de 2011, 42% das 9.110 escolas não têm uma sala de livros, o que exige a construção de 1,2 biblioteca por dia até 2020.

O levantamento foi feito pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados cedidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Embora o número total relativo à falta de bibliotecas inclua todas as redes de ensino, é nas escolas públicas que o problema se concentra. Nas redes municipal, estadual e federal é preciso construir 113.269 unidades.

Parte da explicação para a ausência tão significativa de espaços de leitura seria histórica. Segundo o professor Renê Wágner Ramos, coordenador de Pesquisas Educacionais na Secretaria de Estado da Educação (Seed), há 50 anos não era obrigatório nem comum que toda escola tivesse a própria biblioteca. Por isso, o projeto arquitetônico de estabelecimentos mais antigos não contava com o ambiente.

A transformação em salas de aula e laboratórios de informática também teria contribuído para o desaparecimento de alguns espaços. “Algumas escolas tiveram de lidar com uma demanda muito alta de alunos, então a comunidade optou por desativar a biblioteca para poder abrir mais turmas”, conta Ramos.

Situação atual

Segundo dados atualizados da Seed, o problema afeta 13% das escolas estaduais. Situação menos preocupante que a de outros estados, como o Maranhão, onde 61,7% dos colégios do governo do estado não tinham biblioteca, ao menos até 2011. No estado de São Paulo, onde o número de escolas é mais que o dobro das existentes no Paraná, o cumprimento da meta exigiria do governo local a construção de 46 bibliotecas por mês. O caso paranaense pode ser resolvido com aproximadamente duas novas unidades ao mês.

Na rede municipal de Curitiba, apenas oito das 184 escolas não têm biblioteca. Três dessas estariam em situação de dualidade administrativa, já que o Estado as cedeu ao município há pouco tempo, conforme explica Letícia Meira, diretora do Departamento de Tecnologia e Difusão Educacional do município. “A nossa meta é suprir essa necessidade o mais rápido possível, mas não temos previsão porque estamos num momento de diagnóstico.” Dificuldades arquitetônicas seriam o motivo pelo qual essas escolas ainda não contam com bibliotecas.

Projeto prevê consulta on-line dos acervos

No mês passado, a Rede de Bibliotecas Escolares Públicas, programa lançado pelo governo do estado, completou dois anos. A iniciativa prevê uma série de ações de modernização de espaços já existentes e de incentivo à leitura. Entre elas, pretende incluir as bibliotecas escolares de todo o estado num mesmo sistema de software que permitirá a alunos e comunidade a consulta ao acervo por meio da internet. Em 2011, foram 32 as escolas escolhidas para receber o projeto piloto.

Segundo o professor Renê Wágner Ramos, da Secretaria de Educação do Paraná (Seed), até o fim do ano 532 bibliotecas devem estar integradas. “Neste momento estamos trabalhando para invidualizar o acesso, o que dará senha e login a cada estudante”, diz. Uma parceria entre a Seed e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná viabilizou a implantação do sistema Pergamum. Outra ação da rede é a designação de um funcionário para cada biblioteca até o fim de 2013 . De acordo com Ramos, está em estudo a abertura de um concurso público para suprir essa necessidade.

Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1357359&tit=Uma-biblioteca-por-dia-ate-2020>. Acesso em: 30 mar. 2013.

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Prêmio Da Vinci – IASL

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30 janeiro 2013 · 8:46 am

Marista inova com programa estratégico de bibliotecas

O Programa Estratégico de Revitalização das Bibliotecas Escolares do Marista é um trabalho modelo em bibliotecas escolares. Reconhecido internacionalmente com o prêmio Da Vinci Huis – IASL, em 2011, o objetivo da iniciativa é criar espaços tecnológicos contemporâneos para formar estudantes no hábito da leitura, da busca e uso da informação ao longo da vida.

Por meio do Programa, estão sendo revitalizadas 33 bibliotecas que, juntas, totalizam um acervo com cerca de
270 mil livros, utilizados por aproximadamente 35 mil estudantes Maristas. O sistema de acesso à rede Marista de bibliotecas escolares é simples e dinâmico, além disso, nenhum livro é catalogado duas vezes. “O programa desburocratizou o trabalho dos bibliotecários, que agora, possuem mais tempo para mediar o processo de pesquisa escolar dos estudantes e transformar os espaços das bibliotecas em ambientes tecnológicos, interativos, de pesquisa e lazer dentro da escola”, destacou Carla Floriana, analista Educacional da Província Marista
Brasil Centro-Norte (PMBCN).

O programa, que atende professores, estudantes, colaboradores da instituição e comunidade, é executado a partir de cinco projetos específicos, são eles de infraestrutura, inovação nos serviços, formação de equipe, formação de estudantes e inovação por tecnologias. “É a partir da junção desses projetos, que estamos fazendo das bibliotecas escolares da PMBCN espaços referenciais dentro das escolas, e também fora delas, no que se refere ao acesso, busca e uso responsável e ético da informação”, enfatizou Carla Floriana.

Acompanhando as exigências de uma sociedade dinâmica, a Província criou matrizes curriculares para atender aos novos campos do conhecimento emergente. Dentre os componentes curriculares criados, foi incluída a disciplina Iniciação Científica, cujo estudo responde estrategicamente o Programa de Revitalização das Bibliotecas, ao contribuir com o processo de pesquisa, investigação e conhecimento dos seus alunos. “O objetivo é trazer aos
estudantes o instrumental necessário para que eles possam coletar, organizar e interpretar dados e informações a partir da compreensão e de como se dá o processo para se chegar ao conhecimento cientifico e qual sua importância na formação de um sujeito crítico, ético, inovador e reflexivo”, destacou a analista.

Atuação

Marli Takeda, 32 anos, bibliotecária no Colégio Marista Champagnat, em Taguatinga (DF), explicou como é na prática o funcionamento do Programa. “Na hora de catalogar, primeiro eu faço uma busca na rede para verificar se o livro tem cadastro. Quando já existe, eu aproveito os tópicos básicos e acrescento outras informações, se necessário”, explicou.

Segundo Marli, há mais de sete anos atuando na área, esta é a primeira vez que ela trabalha com este tipo de sistema. “Agora posso dedicar mais tempo à construção de projetos de leitura. O espaço da biblioteca na escola se tornou uma extensão da sala de aula”, afirmou. Vale ressaltar, ainda, que os bibliotecários também atuam na formação de usuários e na construção de projetos pedagógicos em parceria com os professores.

A Rede Marista de Bibliotecas

A Superintendência Socioeducacional da Província Marista Brasil Centro-Norte é responsável pelo acompanhamento das 33 bibliotecas implantadas nas suas Unidades Educacionais e Sociais de Educação, localizadas em 16 estados e no Distrito Federal. O programa surgiu da importância de transformar as bibliotecas em centros de excelência em pesquisa acadêmica e formação cultural, visando à qualidade, economia e rapidez na transmissão e recuperação da informação.

A instituição, partindo desses preceitos, identificou a necessidade de reconhecimento e adequação dos espaços físico e conceitual das bibliotecas, para oferecer serviços que funcionem com o objetivo de consolidar seu legado de dispositivo informacional, atuando como espaço funcional e social em suas dimensões tanto material como simbólica na escola.

Disponível em: <http://www.radioriovermelho.com.br/site/noticia.php?id=2869>. Acesso em: 28 jan. 2013.

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